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Fotomontagem Misses do Brasil a partir de imagem de quadro de Howard Kanovitz, The People

Li a matéria do Xexéo. Sinceramente, não entendi ainda o porquê da preocupação dele com esta questão, afinal, existem realmente, pelo menos no momento, muitas coisas acontecendo no país, ou pelo menos no nosso estado - RJ - para que o decadente concurso de beleza Miss Brasil ganhe algumas linhas de sua coluna.

Para mim, cheira a uma conspiração. Alguém muito interessado em queimar o filme dos organizadores do Miss Brasil. É no mínimo intrigante. Enfim, não posso deixar de refletir sobre o que ele escreveu e sobre o que li depois dessa publicação.

É claro que o preço das franquias serão diferenciados. Qual a dúvida disso? É o jogo capitalista. É o lado comercial do concurso. Qual é o problema? Quem tem dúvida que existe um lado comercial, e pesado, nos concursos? Tem que gerar dinheiro, sim, é claro que tem. Ou então, se não pintar grana teremos o concurso nos moldes do fim do século passado e do início deste. Alguém quer isso?

Pergunte ao Donald Trump se Botswana paga a mesma franquia que USA ou Venezuela ou ainda Porto Rico. Se ele ou Julia Morley cobrarem os mesmos valores imaginem com quantas candidatas estariam contando para as edições dos concursos os quais eles produzem. Como cobrar de estados que mal conseguem candidatas o mesmo valor de estados que tem patrocínio de prefeituras e até mesmo dos governos estaduais?.

É claro que tem que ser diferente. Perguntem se a franquia do Boticário do Barra Shopping é o mesmo preço daquela que existe lá na Zona Oeste, numa rua comercial cujo público é formado por pessoas de renda baixa. É infantil levantar esta discussão como se estivéssemos descobrindo a pólvora ou ainda como se os concursos, neste caso específico, não precisem de dinheiro para serem realizados.

Ora, os estados que não realizam concurso por total falta de patrocínio e que na última hora conseguem uma candidata indicada, podem pagar o mesmo valor que aqueles que têm contrato com a TV aberta para retransmissão, o que gera, obviamente, muito dinheiro? É claro que o valor das franquias tem que ser diferenciado.

Ao falar sobre isso o colunista deveria ter colocado melhor seus argumentos e todos que se arvoram a questionar esta política também deveriam rever seus pontos de vista. Entretanto, me causa curiosidade o fato de que nos prendemos a uma pseudo discussão e não debatemos sobre o que na essência está causando nossos fracassos nos concursos internacionais: a qualidade da organização, das candidatas e por fim do preparo das vencedoras.

A questão não é como ganham dinheiro. Se trabalham devem ganhar, ora. A questão é: administrar e aplicar o dinheiro de forma correta para que se possa ter mais qualidade no concurso de Miss Brasil e mais investimento no preparo das nossas candidatas. Mudar o tipo de eleição estadual, como muito se diz, talvez seja uma boa, eu concordo. Fazer um casting talvez nos traga melhores possibilidades de escolhas entre as garotas. Acabaria com a franquia? Sim, acabaria, mas poderia ganhar em patrocínios outros pois haveria eliminatórias estaduais ou regionais, patrocinadas e organizadas pela própria Gaeta ou alguma agencia, enfim...

A questão não é o preço da franquia, mas sim o fato deste ser um método insuficiente para que possamos alcançar sucesso nos concursos internacionais aos quais nossas vencedoras se destinam.

Podem cobrar o que for, paguem se acharem justo, mas façam, pelo amor de Deus, um trabalho digno e que possamos ter qualidades verdadeiras para termos candidatas no nível das que vemos recentemente nos concursos.

 

Conrado - 02-09

O preço dos concursos de beleza

Lendo o "O Globo" de hoje, 31 de agosto, encontrei uma nota na coluna do Xexéo sobre o Miss Brasil. Ele comenta os preços das franquias que deverão ser pagas pelos estados:
"Para o concurso de 2006, por exemplo, estão sendo cobrados R$ 30 mil de franquia da Miss Bahia. Para Miss Pernambuco, a cobrança é de R$ 36 mil; Miss Paraná e Miss Santa Catarina, R$ 60 mil; Miss Minas Gerais, R$ 70 mil; Miss São Paulo, R$ 80 mil..."
Se a informação for verdadeira, realmente esses valores impressionam.
Bom, se estes são os valores estipulados pelo Miss Brasil – por mais absurdo que seja – paga quem quer ou quem pode e quer.
Para quem é apenas público do concurso, não dá para entender preços diferenciados nem a razão de serem tão altos. Por que um estado paga
mais do que outro?
Analisando os valores, sabemos, por exemplo, que o número de habitantes e o
peso econômico de cada estado não justificam as tarifas diferentes, mesmo porque tem estado com um número maior de habitantes pagando menos (Santa
Catarina tem menos habitantes que a Bahia e paga o dobro), assim como a Bahia tem maior peso econômico em relação a Pernambuco.
Será que uma franquia de uma rede de sanduiches ou pizza custa mais em São Paulo e menos no Piauí? Isso é da lógica do mundo dos negócios e capitalismo selvagem é um salve-se quem puder. No entanto, todo dinheiro ganho honestamente é legítimo.
Só não digam que concurso de miss no Brasil é quase uma militância ou uma devoção daqueles que insistem em realizá-los,  exercidos com base apenas no amor. Supondo que a informação do jornalista seja verdade, começo a pensar que  muita gente ganha com os concursos de miss e eles só  sobrevivem porque dão algum lucro. A não ser que haja gente tão endinheirada e apaixonada por concurso de miss que não se importa de perder dinheiro com a sua realização. Tudo bem. É uma opção...
Por exemplo, um concurso estadual que paga  R$ 60 mil pela franquia, além dessa despesa tem muitas outras que são necessárias para a realização do concurso: produção do show, hospedagem das misses, divulgação, prêmios, etc. Não sou do ramo, mas imagino que uns R$ 40 mil são necessários para tudo isso, não? Isso significaria algo em torno de R$ 100 mil!
É preciso conseguir muitos patrocinadores para fazer faze a tantas despesas e ainda ter receita suficiente para gerar algum lucro para os realizadores.
E a miss? Qual o seu prêmio? Afinal, sem ela não há concurso.
Pelo que se sabe, os prêmios das misses não são grande coisa. No Miss Rio de Janeiro 2005, li na Internet na época do concurso, o prêmio da vencedora era a inscrição para o Miss Brasil. Isso é prêmio? Talvez sejam tantas as despesas com franquia e todo o resto que o prêmio da miss acaba não sendo muito atraente.
Se mais dinheiro está circulando na "indústria" dos concursos, uma
parte desses recursos de deveria ser reservada para bons prêmios para
as misses e investimento na preparação delas. Bom, enquanto for um negócio entre empresários, envolvendo dinheiro deles, tudo bem, por mais irracional que possa parecer a quem não é do ramo. Xexéo pode até estranhar, mas isso é problema de quem paga, quem vende e das misses que participam. Nós, o público, só entramos com o nosso ingresso (isso, é claro, quando há ingresso para um evento que não seja apenas para convidados).
Só espero que não haja – em tempo algum -  dinheiro do governo municipal, estadual ou federal. Fora isso, que os concursos produzam muitos empregos, belos shows e tenham misses muito bonitas competindo.
 
Bye!
 
01.09.05 - Luiz (Niterói - RJ)

Miss Terra 2005

Quem será a representante brasileira no Miss Terra 2005?

Está chegando a hora do Beleza Brasil. Desse evento sairá a representante brasileira para o Miss Terra, um concurso que está longe dos poderosos Miss Universo e Miss Mundo, mas que vem buscando um espaço maior a cada ano.
Depois de dois segundos lugares (2001 e 2003) e um belo campeonato(2004) com Priscilla Meirelles, claro que o Brasil já tem história no Miss Terra e nossa representante gera expectativas. É o concurso internacional no qual as brasileiras vêm obtendo o melhor desempenho.
Como no ano passado, o Beleza Brasil tem candidatas interessantes, mas acompanhando apenas pelo site do concurso, fica difícil fazer alguma aposta mais forte.
As fotos prévias ao concurso eram boas, na sua maioria . O problema é que, até o momento, a maior parte das fotos das candidatas em Belo Horizonte e Divinópolis deixa um pouco a desejar. Algumas que chamaram atenção em fotos anteriores não parecem tão bem nas atuais. É bem verdade que algumas se destacaram mais agora.
Como não se vê nenhuma cobertura do evento, além do site do concurso, é realmente arriscado prever qualquer resultado.
Cinco semifinalistas já estão escolhidas em preliminares (algo que o Miss Brasil insiste em não fazer e o Beleza Brasil felizmente realiza): Santa Catarina, Amapá, Pará, Minas Gerais e Pernambuco. Dessas cinco, apenas a representante de Pará não está entre as minhas favoritas.
Até o início do concurso, a representante do Amapá, Mayra Sussuarana, era minha favorita absoluta, mas pelas fotos, acho que talvez não chegue lá porque aparentemente não está com o corpo suficientemente em forma.
A representante de Minas, Isabela Chaves, mesmo não tendo um rosto excepcional, pode surpreender.
Outra que parece muito interessante é Larisse Cavalcanti, do Maranhão.
Junto a essas três, meu top 5, até aqui, incluiria, Amanda Marques (Pernambuco) e Alessandra Paulino (Rio de Janeiro). Daiana Marinho (Distrito Federal) e Michelle Koerich (Santa Catarina) podem surpreender.
Só não é possível exigir que todo ano tenhamos uma Priscilla Meirelles.
Boa sorte à vencedora e que tenha muito sucesso no Miss Terra 2005.

30.08 - Eric

abamfala1906.jpg

 Beleza Brasil X Miss Brasil: quem apresentou as melhores candidatas em 2005?

 

Um pouco mais de quatro meses depois do Miss Brasil, outro concurso nacional, o Beleza Brasil, mostra seu elenco de candidatas para a edição 2005. A comparação entre os dois times de candidatas é inevitável.

Em termos gerais, analisando apenas as fotos, este ano o Beleza Brasil tem um grupo aparentemente mais homogêneo do que o Miss Brasil. No Miss Brasil, como vem ocorrendo ultimamente, há um grupo minoritário de candidatas mais competitivas que “carregam nas costas” o fator beleza. Há um desnível claro.  No Beleza Brasil, há mais homogeneidade.

 

E se compararmos estado por estado, qual concurso teria o melhor desempenho em 2005?

 

Depois de muuuuuuuuuuuuuuita discussão com amigos, chegamos à seguinte conclusão:

 

Acre – Escolha difícil, mas optamos por Suzana Oltramari, Miss Acre

Alagoas – Aline Rocha, Miss Alagoas

Amapá – Mayra Sussuarana, Beleza Amapá, forte candidata ao título

Amazonas – Outra escolha difícil, mas optamos por Danielle Costa, Miss Amazonas. No  entanto, a Beleza Amazonas, Priscilla Riker, pode ter muito destaque no Beleza Brasil

Bahia – Danielle Abrantes, Miss Bahia

Ceará – Decisão difícil, mas fechamos com Flaviana Farias, Beleza Ceará.

Distrito Federal – Adriana Bombora, Miss DF, é linda, mas ficamos com Daiana Marinho, a Beleza DF, uma das favoritas ao título

Espírito Santo – Ariane Colombo, Miss Espírito Santo

Goiás – Outra escolha difícil, mas optamos pela Beleza Goiás, Shari Torres Franci

Maranhão - Larisse Cavalcante, Beleza Maranhão

Mato Grosso – Fernanda Frasson, Miss Mato Grosso

Mato Grosso do Sul - Andressa Corrêa, Beleza Mato Grosso do Sul

Minas Gerais – Tatiane Alves, Miss Minas Gerais. Achamos, porém, que Isabella Chaves, Beleza Minas, fará bonito no concurso.

Pará – Fernanda Barreto, Miss Amapá

Paraíba – Lílian Vasconcelos, Miss Paraíba

Paraná – Patrícia Reginatto, Miss Paraná

Pernambuco – Depois de muita discussão, optamos por Amanda Marques, Beleza Pernambuco, uma das favoritas

Piauí - Marília Portela, Beleza Piauí

Rio de Janeiro – Alessandra Paulino, Beleza Rio, outra favorita ao título

Rio Grande do Norte - Ludmilla Bastos, Beleza Rio Grande do Norte

Rio Grande do Sul – Eunice Pratti, Miss Rio Grande do Sul

Rondônia – Fabiana Cortez, Miss Rondônia

Roraima – Thayná Batista, Miss Roraima

Santa Catarina – Carina Beduschi, Miss Santa Catarina, Miss Brasil

São Paulo – Glenda Saccomano, Miss São Paulo

Sergipe – Claudianne Bonfim, Miss Sergipe

Tocantins – Francielly Araújo, Miss Tocantins

 

Portanto, na nossa modesta e subjetiva comparação estado por estado, o Miss Brasil apresenta melhores candidatas em 17 (63%) estados e o Beleza Brasil em 10 (37%) estados. É um ótimo número para o Beleza Brasil, um concurso que existe há apenas 4 anos.  Com 50 anos de historia, é pouco para o Miss Brasil.

 

20.08.05 - Rô

Marta Jussara da Costa no Miss Universo 1979: um momento inesquecível da história do Miss Brasil

O Miss Universo 1979, realizado em 19 de julho daquelen ano em Perth, Austrália, não foi dos mais fantásticos, exceto, é claro, para os venezuelanos que conseguiram então a sua primeira Miss Universo com a vitória de Maritza Sayalero Fernández..
Foi também uma das últimas versões em que vimos uma brasileira chegar ao top 5. Nossa Marta Jussara da Costa, Miss Rio Grande do Norte e Miss Brasil 1979, conseguiu um excelente 4º. lugar. Um cena dessas, só voltaríamos a ver, pela última vez, em 1981, com o 4º. lugar de Adriana Alves de Oliveira. De lá para cá, nunca mais.
Desde o início do concurso, Maritza Sayalero apareceu com as melhores pontuações, seguida pela bela Miss Bermuda, Gina Swainson, eleita posteriomente Miss Mundo 1979.
Depois do anúncio das 12 semifinalistas, Bob Barker, em ótima forma, entrevistou cada uma delas. É algo que faz falta atualmente. Marta Jussara foi bem na entrevista, ficando em 4º. lugar atrás de das Misses Venezuela, Bermudas e Inglaterra. Assim como a Miss Venezuela, Marta Jussara usou os recursos de um tradutor.
No desfile em maiô, Marta ficou em 3º.lugar, atrás das Misses Venezuela e Bermuda.
Vestindo um traje de noite negro, muito elegante, Marta Jussara conseguiu o 4º. lugar, precedida pelas Misses Venezuela, Bermuda e Inglaterra.
O top 5 (Bermuda, Brasil, Inglaterra, Suécia, Venezuela) foi justo. Na entrevista das finalistas, embora esbanjando simpatia, Marta Jussara teve o seu pior momento. A pergunta : "Se você pude olhar para o futuro, o que você escolheria para fazer em dez anos?". Ela respondeu: "Eu pediria paz para o mundo e que todos, uns amassem aos outros, assim como Deus ama a quem nele crê."
O concurso quase terminou em tragédia porque, depois da eleição, o palco não resistiu ao peso das 78 candidatas e dois fotógrafos. Isso ocorreu dois minutos depois que Maritza havia sido coroada e se dirigia para o palco. Marta Jussara foi uma das que caiu, mas nada sofreu. Misses Turquia e Malta tiveram problemas um pouco mais graves.
Na Revista Manchete, Marta Jussara disse: "Eu não sonhei sequer em ser Miss Rio Grande do Norte, quanto mais terminar finalista na Austrália". Pois ela foi muito longe e nos deixou muito orgulhosos.
Marta Jussara, com seu belo desempenho, igualou-se às grandes misses brasileiras que fizeram história no Miss Universo.
16.8 - Mauro

 
05.08.05 - Conrado
 

Recentemente assisti, em bloco, aos concursos de Miss Universo dos anos de 72, 73, 79, 81, 86 e 93, motivado pela desempenho de nossas representantes nestes anos. Ainda assistirei aos de 82, 85 e 98. Entretanto, gostaria de falar sobre algo que me saltou aos olhos nestes cursos, nos quais nossas candidatas tinham tudo para terem avançado na classificação, mas ficaram no meio do caminho.

Seus favoritismos eram procedentes pois em termos de beleza nada ficavam a dever às que ficaram à sua frente. No entanto, observei que havia algo que as distanciava das vencedoras e finalistas. Havia algo que fez com que Rejane, Sandra, Martha, Adriana, Deise e Leila não chegassem onde poderiam chegar, algo em comum em todas elas.

Todos falam sobre a falta de preparação. Não sei em que medida isso pode ser dito. Leila, por exemplo, estava muito bem preparada. Outras, muito nervosas e emocionadas por estarem nas semifinais e mesmo nas finais, como nos casos de Martha Jussara e Adriana. Isso tudo, para mim, se mostrou como uma falta de espontaneidade. Enquanto algumas, talvez a maioria, se  comportaram como "menininhas", emocionadas por terem chegado ali, Leila, de tão preparada, não mostrou espontaneidade. Seu sorriso, pelo menos no vídeo, parecia ensaiado e nada natural. Na minha opinião, em beleza, Leila só tinha como páreos a venezuelana e talvez a americana. Apesar disso, a colombiana e a portoriquenha a superaram em tranquilidade, espontaneidade e naturalidade ao falarem com o público, por mais que seus discursos tivessem sido ensaiados. Leila, ou treinou pouco, ou treinou errado.

Não bastasse a moda daqueles anos que envelhecia as garotas, a falta de espontaneidade a derrubou, ajudada, sem dúvida, por Conchita Alonso, mas essa jurada também foi dura com outras candidatas.

Nos demais anos citados, mesmo sendo mais belas que as vencedoras algumas vezes, e com certeza suplantando em beleza muitas das finalistas, nossas candidatas não apresentaram estado emocional adequado para desempenhar o título de Miss Universo. Para mim, ficou claro que o Miss Universo quer uma garota-mulher-jovem-linda-segura.

Ser madura, ter boa estrutura emocional é o que conta na noite final, e neste momento, a beleza é secundária. A prova disso é que, como se sabe, nem sempre as mais belas vencem, mas sem dúvidas, as mais seguras.

Abraços.

 

 
 

Para que servem as misses?

 

Pois é. Dias atrás conversava com um amigo sobre as esquisitices das pessoas, aquelas que as deixam felizes e aquelas que fazem mal aos outros. Chegamos à conclusão que cada um tem as suas e o que é esquisitice para uma pessoa, não o é para outra. O importante é cada um ser feliz ao seu modo e deixar os outros serem felizes.

A conversa ia muito bem até eu dizer: “ Adoro concursos de miss e para muita gente isso soa, no mínimo, esquisito”.  Resposta do meu amigo: “ah, mas em termos de esquisitice você exagerou”. Como diria minha amiga Carlota, só um missólogo (sim, confesso que sou) entende o outro.

 A fonte da incompreensão da minha “esquisitice” estava na pergunta do meu amigo, logo a seguir: “tudo bem que você goste disso, mas para que servem as misses”.

Minha resposta foi: “mas quem disse que miss tem que servir para alguma coisa específica”? Mudamos de assunto, mas fiquei pensando, afinal para que servem as misses?

Para mim, que sou fã, serve para apreciar um tipo de beleza que não é o das modelos, serve para me divertir com os concursos, conhecer outros malucos como eu .... enfim, me divertir. Nada mais do que isso e nem tão distante de outra coisas que me divertem na vida. Acho que essa é a diferença entre ser fã e ser fanático. O fanático (conheço alguns), acham que a miss é uma espécie de fada madrinha, uma criatura que veio de um reino encantado, uma projeção da boneca que perdeu ou da boneca que não foi. Esses são os perigosos. Todo fanático é perigoso seja na internet, na recepção das misses no hotel, no metrô de Londres. Todo fanático é doente. Bom, mas isso já outro papo.
Em relação às misses, para que serve o título conquistado? Realizar na vida adulta um sonho infantil de princesinha? Expressar a vaidade de ser a mais bela num concurso? Adquirir alguns minutos de fama para tentar ser atriz, modelo ou big sister? Arrumar um príncipe encantado?  Colaborar com causas sociais, mesmo não sendo assistente social? Tudo isso e mais um pouco? Ou nada disso? Sei lá.

Em relação aos concursos, para que servem as misses? As misses fazem parte do negócio de uma empresa que deve dar lucro para seus proprietários. Elas, de certa forma, são funcionárias da empresa e, ao mesmo tempo, seu principal produto.

O fato é que miss serve para muitos propósitos em circunstâncias diferentes.

Eu, como fã, acho que miss serve mesmo para nos encantar. Fico com aquilo que me faz despertar o interesse por elas: a beleza que emanam porque Deus lhes ofertou esse dom, mas uma beleza  que não seja óbvia e que reflita uma personalidade interessante. Será que é pedir muito?

 

Rodrigo P. da Silva - 30.7

26.7 Missólogo, eu?!

 

Comecei a gostar de concursos de miss depois da internet. Sabia que haviam existido no Brasil com muito sucesso. Minha mãe, uma ex-futura miss que nunca conseguiu concorrer,  adorava e ainda adora. Um dia, navegando na internet para buscar sites que pudessem despertar o interesse da minha mãe e iniciá-la na internet, achei o site do concurso Miss Universo e isto foi o começo. Daí para os sites de fãs de concurso foi um pulo. Fiquei tão impressionado que fiz um trabalho para a faculdade onde estudo jornalismo. Queria mostrar como se formam comunidades de fãs de um fenômeno social ou de uma “celebridade” e a influencia desses grupos na circulação da informação. Descobri o mundo dos concursos de miss que existe na Internet. Na vida real, nunca assisti nenhum concurso ao vivo e confesso que não tenho nenhum interesse especial, mas se um dia acontecer um Miss Brasil na minha cidade, Recife, pretendo assistir.

Ao conhecer os sites oficiais dos concursos e os que são feitos por fãs, chamou-me atenção que são duas realidades diferentes. Nos primeiros, tudo está tudo sempre no melhor dos mundos, mas em geral, exceto pelos que oferecem boas fotos,  é só informação chapa-branca. Parecem sites de empresas (bom, empresas os concursos são) e de órgãos governamentais.

Nos sites de fãs do tipo fórum de discussão, muita interatividade, mas também muito bate-boca, às vezes intervenções inteligentes e pouca informação objetiva. Minha mãe – que finalmente acabou virando internauta de carteirinha – freqüentou esses sites porque ela tem paixão por concursos, mas perdeu a paciência. Eu ainda tentei freqüentar mais tempo, mas hoje vou  muito pouco nesses fóruns.

Uma das coisas mais divertidas dessas navegadas foi encontrar a palavra missólogo nesses sites. Achei estranhíssimo. Fui verificar no Dicionário Aurélio e o verbete não existe.  No Google em português do Brasil,  46 páginas com o termo missólogo. Quando se refina a busca só com páginas brasileiras, o número chega a 24. Não é muito, mas fica claro que muita gente se considera missólogo, seja isto lá que o for.

Quando fico muito tempo na internet, minha mãe sempre acha que estou vendo misses. Ela não perde a oportunidade de dizer que virei missólogo.  Não sei quando se começa a ser missólogo  nem quando se deixa de ser, se é que alguém consegue isso, mas sempre respondo afirmando que AINDA não virei missólogo. 

Adoro concursos de miss, mas não suporto rótulos esquisitos. Só não digo para a minha mãe que missólogo é a vovozinha por razões óbvias.

 

 Luk Cavalcanti

 

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19.7 Para onde vai o Miss Brasil?

Fernando

 

Até 2001, parecia que o Miss Brasil estava morto e enterrado. Os anos que se seguiram à era Sílvio Santos foram muito ruins para o concurso. De 1991 a 2001, o concurso estava sumido da mídia e só mesmo os fãs muito interessados ainda acompanhavam o Miss Brasil. A decadência que vinha dos anos 70, passando pelos anos 80 de gosto duvidoso no SBT, parecia não ter fim.

A publicidade em torno das famosas 19 cirurgias de Juliana Borges, Miss Brasil 2001, colocou o concurso na mídia novamente, mas tenho dúvidas se isso aconteceu da melhor maneira. O marketing do “falem mal, mas falem de mim” não vai muito longe. Se a Miss Brasil tivesse se destacado no Miss Universo 2001, essa publicidade poderia ter sido mais eficaz, mas não foi isso que ocorreu.

Em 2002 o concurso volta à TV em rede nacional e elege uma Miss Brasil que vai parar no Big Brother, depois de passar pelo Miss Universo sem passar das preliminares. Os 15 minutos de fama da Big Sister foram suficientes para revelar que a Miss Brasil era casada. Publicidade positiva para o concurso? Tenho dúvidas.

Em 2003, a Miss Brasil é a segunda colocada no Miss Minas Gerais, o que gerou uma certa polêmica na mídia, mas não tanto como nos casos anteriores. Desta vez, finalmente a Miss Brasil, Gislaine Ferreira, conseguiu ser semifinalista no Miss Universo, algo que uma brasileira não alcançava desde 1998.

A Bandeirantes torna-se parceira do Miss Brasil desde 2003 e tem procurado – sem encontrar – um modelo de espetáculo para a televisão. Voltamos a assistir o Miss Universo, graças à Band. Mesmo o Miss Mundo, poucas vezes transmitido no Brasil, apareceu de novo na telinha, exceto no ano passado. Claro, é tudo muito melhor do que aquela situação triste de anos recentes, mas isso não significa que está tudo bem.

Desde 1999 o Miss Brasil não consegue uma semifinalista no Miss Beleza Internacional e, no Miss Mundo, desde 1998. Ironicamente, desde então a melhor brasileira no Miss Mundo foi a 2ª. colocada no Miss Rio de Janeiro 2004 (Nancy Randall), mas que foi para China representando os Estados Unidos. Ainda em 2004, Priscila Meirelles, a 5ª. colocada no Miss Brasil, ganhou outro concurso nacional, o Beleza Brasil, conquistando o direito de representar o Brasil no Miss Terra. Foi para as Filipinas e venceu.

Em 2004, a Miss Brasil Beleza Internacional, Grazielli Massafera, não conseguiu quebrar o jejum de anos sem ao menos chegarmos às semifinais, mas tornou-se a namoradinha do Brasil, depois de quase vencer o Big Brother. Ela continua a fazer sucesso e, desta vez, a publicidade gerada é positiva para o Miss Brasil. Resta saber se isso vai ser bem aproveitado pelo concurso.

O sucesso do Miss Brasil não pode ser medido apenas pelos resultados internacionais. É preciso que a Miss Brasil seja reconhecida no seu próprio país, mas sucesso lá fora é ótimo e todos nós adoramos.

Boa sorte para as nossas misses nas próximas edições do Miss Beleza Internacional e do Miss Mundo. Que em 2006 o Miss Brasil apareça finalmente com uma nova cara não apenas no show para a televisão, mas desde o momento em que uma miss é eleita representante de sua cidade.

 

12.07 - Luiz
 
Um Miss Brasil com eliminatórias regionais
 

A Globo está iniciando mais uma edição do Fama. No sábado, selecionaram 14 candidatos em eliminatórias que aconteceram nas regiões Norte/Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. Fiquei pensando o quanto uma seleção desse tipo, escolhendo talentos nas diversas regiões do país, seria mais interessante para o Miss Brasil do que aquilo que ocorre hoje. Quando digo que seria mais interessante para o Miss Brasil, falo do fãs do concurso. Acho que muita gente prefere a coisa do jeito que está aí.

Poderiam escolher grupos de candidatas de cada região do país.   Seria feita uma seleção proporcional ao número de habitantes por região: 14 milhões no Norte (9%), 50 milhões no Nordeste (28%),  12 milhões no Centro-Oeste (7%), 77 milhões no Sudeste (43%)e 26 milhões no Sul (13%). Se o Miss Brasil contasse com 30 candidatas, a distribuição poderia ser a seguinte: 3 candidatas do Norte, 2 do Centro-Oeste, 8 do Nordeste, 13 do Sudeste, 4 do Sul. Seriam 30 candidatas de todas as partes do país e numericamente representativas da população brasileira em toda a sua diversidade. A representação por estado seria extinta, podendo haver casos em que um estado teria mais de uma candidata.

Claro que não bastam eliminatórias regionais. É preciso que sejam selecionadas jovens com critérios que não apenas beleza, mas também todos aqueles atributos que são solicitados a um miss atualmente. Os critérios e o rigor da seleção deveriam ser os mesmos em todas as eliminatórias.

A partir da competição, a representação regional seria desconsiderada. Com preliminares realmente bem realizadas, seriam definidas as 15 melhores, independentemente de estado e região.
Na noite final,  15 mulheres bonitas em cena é muito melhor que um grupo quase sempre irregular de 27 misses estaduais. Como show de televisão, teríamos mais tempo para apreciar as candidatas que teriam um  nível mais homogêneo. Seriam selecionadas 10 finalistas e, a partir daí, as cinco primeiras.

As eliminatórias regionais poderiam ser transmitidas pela própria Bandeirantes, mas mesmo que isso não fosse possível, ainda assim teríamos anualmente um grupo de candidatas melhor selecionados do que atualmente.

Como ficariam os concursos estaduais? Poderiam continuar a existir. Ninguém pode desmerecer um título de Miss Rio Grande do Sul ou Miss Minas Gerais hoje em dia. No entanto, as vencedoras desses concursos regionais teriam que disputar as eliminatórias. Acho difícil mudarem o processo de escolha atual, mesmo já tendo sido mais do que provado que a atual estrutura só deu certo em anos de glória do Miss Brasil.

 

 

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