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Miss Rio Grande do Sul 2006 VII














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        Rafaela, conte-nos um pouco sobre você, suas origens, sua família, sua formação estudantil, sua experiência profissional, etc.

Sou natural de Santa Maria/RS e vivo nesta cidade que adoro desde que nasci. É lá que estão todas minhas referências, experiências e lembranças. No ensino fundamental estudei em colégio público e o ensino médio realizei e conclui no Colégio Marista Santa Maria. Nesse período também me aperfeiçoei em idiomas estrangeiro. Durante anos freqüentei cursos de inglês e italiano, pois sempre gostei de viajar e tinha curiosidade de aprender outras línguas. Ainda pretendo estudar francês e alemão, assim que tiver tempo.

Durante alguns anos atuei como voluntária em uma ONG que cuidava de crianças e idosos, trabalho que me completava e fazia ter mais certeza do que queria fazer no futuro. Então fiz vestibular para Medicina, e depois de muito esforço em cima dos livros e cadernos, fui aprovada. Para mim foi uma felicidade extrema, porque é a profissão que sempre sonhei em exercer.

Posso dizer que sou uma pessoa feliz, porque gosto do que faço. É o primeiro passo para o verdadeiro sucesso, acreditar naquilo que fazemos e saborear cada dia como um novo desafio. Quando tenho um objetivo corro atrás, não costumo ficar de braços cruzados, esperando, mas nunca precisei passar por cima de ninguém para conquistar meu espaço. A ética e a moral sempre estiveram ao meu lado.

 

Quais as suas perspectivas profissionais até o concurso? Participar do concurso alterou, de alguma forma, essas perspectivas?

Sempre tive o sonho de me formar em Medicina e esse sonho está mais perto de se tornar realidade agora que estou matriculada na universidade. Sei que terei que me dedicar bastante e estudar muito, e isso significa abdicar de algumas coisas, como, por exemplo, do tempo livre que teria para estar com as pessoas e de participar de outras atividades. Mas, me tornar Miss Brasil também é um sonho. E a oportunidade de realizá-lo está acontecendo agora, não posso perder isso. Desde que recebi a faixa de Miss Rio Grande do Sul, saboreio cada instante desse título, representando meu Estado da melhor maneira possível, aprendendo o real valor de ser mulher nesse país e de como podemos contribuir para melhorar os problemas que a sociedade atual enfrenta. Neste momento, o sonho de ser médica pode esperar um ano, depois com certeza me dedicarei integralmente para ele. Uma coisa de cada vez, cada coisa há seu tempo. Cada momento desses uma felicidade a ser vivenciada, um desafio a enfrentar.

 

Quais os seus hobbies?

Tenho alguns hobbies, alguns mantenho desde criança, outros adquiri com o tempo. Gosto de nadar, patinar, ler e viajar. Os dois primeiros alimentam meu corpo, os outros dois, a minha alma. Pode parecer piegas, mas considero um hobbie o meu trabalho de voluntária na ONG Parceiros Voluntários, em Santa Maria. Há quatro anos estou envolvida nessa atividade, nos dois primeiros anos auxiliei no cuidado de crianças no Centro Social Urbano, e nos dois últimos anos com idosos no Lar das Vovózinhas. Isso me faz bem, me traz mais alegria e sabedoria, por que não considerar um hobbie? Devia ser assim para todo mundo.

 

Quais os aspectos que a motivaram a participar de um concurso de miss? Foi a primeira vez? Em caso negativo, de qual concurso participou?

Muitas pessoas acreditam que os concursos de beleza fazem parte de um mundo fútil e vazio, e servem apenas para acariciar o ego feminino e os olhos masculinos. Mas o Miss Brasil é mais do que isso, vai além dessa esfera. Creio no que uma Miss pode fazer por seu país, pelas pessoas, porque tem espaço para que sua voz seja ouvida, basta que ela saiba utilizar isso a favor de todos e não somente dela. Por isso me motivei a participar desse concurso, era esse diferencial que buscava. No passado já participei de outros concursos que me ajudaram a ganhar visibilidade como o Soberana das Piscinas Rio Grande do Sul 2002 e o Garota Verão 2003. Mas, agora finalmente cheguei até a oportunidade de tentar realizar meu sonho.

 

Vivemos num país repleto de contrastes físicos, sociais e econômicos. Como você vê a situação do Brasil hoje e no futuro?

O Brasil é um país que amo, é o meu lugar, minha terra. Entretanto, não posso fechar os olhos e achar que esta tudo bem, porque infelizmente não está. Basta abrir os jornais, revistas e ligar a TV, os problemas estão todos ai, diante de nós. A corrupção é uma barbárie da atualidade, todo mundo rouba e ninguém paga por isso, aliás, nós cidadãos pagamos. É um absurdo como as pessoas se inebriam pelo poder e perdem todas suas referências pessoais. Roubam o povo sem pudor.

Pior do que a corrupção sem as devidas penalizações é a desigualdade social. Existe um abismo entre as classes sociais, é neste ponto que está o pior problema do Brasil e do mundo. A miséria gera violência, por isso essa insegurança generalizada. A falta de recursos faz as pessoas ficarem fora das escolas, sem acesso à educação, saúde, alimentação, criando uma esfera de necessidades imensa. E não são somente os jovens em situação de pobreza que estão cometendo delitos. Os de classe média alta, que têm que assistir a essa corrupção toda sem punição, acabam creditando que roubar é o meio mais fácil de obter as coisas, de estabelecer suas vidas e adquirir bens matérias. Para que se esforçar?

Distribuição de renda é a chave, pois nisto estão incluídos acesso à alimentação, educação e saúde. Paralelo a isso, punição dos políticos e empresários corruptos. Temos que limpar o Brasil!

 


Sem deixar de considerar a importância da busca pela paz, qual o aspecto que você considera mais preocupante atualmente no plano internacional? Por que?

A falta de compreensão das diferenças. As pessoas não sabem mais dialogar, principalmente, se colocar no lugar do outro. Os países atualmente lutam por todos os motivos: religião, negócios, petróleo, mudanças de fronteiras, diferenças étnicas, governantes, entre outros. Todos querem que as coisas sejam à sua maneira, que seus cofres saiam beneficiados, que seus ideais sejam acatados.

O ser humano se julga tão inteligente e não sabe aceitar as diferenças, não sabe dividir, não sabe ceder. Sabe quando o homem vai aprender a partilhar? Quando acabar com tudo o que temos, quando a Terra estiver devastada, e a única forma de viver será uns ajudando os outros. 

 

A condição da mulher mudou muito nas últimas décadas. Como você vê a mulher no Brasil hoje?

Depois de muitos séculos de reclusão, ameaças, indiferenças e humilhações, a mulher aprendeu a usar sua voz, a ocupar seu espaço. Atualmente temos muita importância no mercado de trabalho, na economia, tanto do país quanto na doméstica. Claro que temos mais alguns passos para avançar, mas muita coisa já mudou.

O que não podemos esquecer é que conquistamos mais espaço, e com ele agregamos mais tarefas, mas não abdicamos de nada para realizá-las, o que resulta em trabalho dobrado. Temos que dar conta de nosso trabalho lá fora, de manter nosso espaço e nosso salário, ao mesmo tempo, que temos uma casa para organizar e uma família para zelar. Não é fácil dar conta do recado, grandes poderes geram grandes responsabilidades. Mas a mulher é forte o suficiente para superar tudo isso. E as brasileiras então, são imbatíveis.

 

Cite uma mulher conhecida no cenário nacional ou internacional que você admire. Por que?

Existem muitas mulheres especiais nesse mundo, que sabem fazer a diferença. Cada uma delas acrescentou algo de bom em nossos corações e lutou por causas diferentes. A paquistanesa Mukhtar Mai, vítima de estupro coletivo em sua tribo, está lutando pelo fim das práticas culturais de violência contra mulheres e meninas, falando ao mundo. Isso é coragem, isso é admirável. Outra mulher que não se cala diante das injustiças é a desembargadora gaúcha Maria Berenice Dias, que há anos tem se destacado como defensora da causa GLBT no Poder Judiciário, defendendo os direitos dos homossexuais.

Poderia citar inúmeras outras mulheres que sabem ou souberam fazer a diferença, graças à Deus que elas existem. Espero um dia ser uma delas.

 

Acredita que os concursos de beleza possam voltar a despertar o interesse do passado? Justifique sua resposta.

Eles já estão despertando. Acredito que esse movimento em busca das atenções aos concursos de beleza começou há uns três ou quatro anos atrás. O Miss está se reciclando e mesmo sendo o mais tradicional do país e do mundo, está adequado ao seu tempo. As últimas misses desempenharam muito bem seu papel, como a nossa gaúcha Fabiane Niclotti, que soube representar excelentemente nosso país. As transmissões ao vivo para TV estão atraindo os telespectadores e as pessoas estão percebendo que o concurso mesmo modernizado mantém ainda a seriedade e seus objetivos.

 

Quais as características que uma Miss Brasil deve ter?

Muitas. Acredito que somente a beleza não coloca a coroa na cabeça de ninguém. É um conjunto harmônico entre beleza, simpatia, postura, charme, inteligência, cultura e boa comunicação. Mas mais do que isso é atitude. Uma miss não precisa mais ser aquela boneca de porcelana, ela precisa ter conteúdo e, mais do que isso, coragem para ser verdadeira em seus atos. Não pode ter medo de ser ela mesma. Ai está seu encanto, isso a torna uma representante oficial de um Estado ou país.

 

No concurso Miss Brasil, quais os atributos que podem fazer você se destacar das outras candidatas e contribuírem para chegar ao título?

Cada uma de nós tem seus atributos, suas armas, seus diferenciais. Tentei me preparar para esse concurso como pude, estudei, malhei, viajei, aperfeiçoei o que já sabia e, acima de tudo, estou segura para estar diante dos desafios. Hoje sinto que sou uma mulher de verdade, não tenho medo de errar. Dizem que só erra quem faz, prefiro agir. Lá no concurso serei eu mesma em todas as atitudes, se isso for um diferencial, ótimo.  

 

Como você está se preparando para o Miss Brasil?

Nossa, desde que recebi a faixa de Miss Rio Grande do Sul não parei mais. Além de inúmeros eventos, fotos, programas de TV, entrevistas, não podia esquecer que ainda tinha o desafio maior para enfrentar. Com a ajuda do meu professor, amigo e confidente, o missólogo Evandro Hazzy e sua equipe, Fernanda Hazzy e Carlos Totti, recebi dicas importantes, estudei cultura geral, voltei a aperfeiçoar meu inglês e italiano, tive aulas de postura e etiqueta, freqüentei uma fonoaudióloga e recorri a tratamentos estéticos, claro.

Tenho que agradecer muito ao apoio da minha família e também a todos os funcionários da Band RS, instituição que se tornou uma família para mim. Desde a Lú da recepção até o Leonardo Meneghetti, Diretor Geral de empresa.

Esforcei-me ao máximo para honrar toda a confiança que o Estado depositou em mim. Agora é hora de mostrar tudo o que aprendi.

 

Como você se vê daqui a dez anos?

Uma mulher realizada em todos os sentidos. Uma médica atendendo pacientes e ajudando as pessoas, ainda envolvida em causas sociais. Uma mãe e esposa exemplar, com toda minha família por perto. Quero ter dois filhos e adotar um.

Mas, mais do que isso, quero ainda ter muitos desafios e desejos para realizar, sempre com algo a aprender. Posso até citar aqui uma frase que acho magnífica: “ninguém é tão grande para não poder aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar”.

E claro, daqui há dez anos quero poder lembrar com toda felicidade que fui a Miss Brasil 2006.

 

Rafaela, obrigado pela sua entrevista. Que sua participação no Miss Brasil seja plena de êxito, além de muitas alegrias na sua trajetória de vida!

Equipe Misses do Brasil

 

 

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