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Roberta Guerra Miss Paraíba 2007














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Quais as suas perspectivas profissionais até o Miss Brasil 2007? Participar do concurso alterou, de alguma forma, essas perspectivas?

 

Par e passo à carreira artística, à qual sempre sonhei, optei também por fazer o Curso de Direito,  como uma das formas de ajudar as pessoas e participar ativamente da sociedade. A participação no concurso Miss Brasil 2007 me estimulou a aproveitar a oportunidade de conhecer outras pessoas e lugares, a realidade do meu Estado, procurando representá-lo da melhor forma possível. Neste momento, o sonho de ser Miss Brasil 2007 passa a ter prioridade na minha vida pessoal e profissional oportunidade que poderei concretizar ambas as perspectivas, divulgando a beleza da mulher brasileira e lutando pelas causas sociais por um  Brasil melhor.    

 

Quais são os seus hobbies?

 

Desde criança adoro dançar, cantar, representar, nadar, pedalar, viajar e assistir filmes. A leitura para mim é um hábito e, como nordestina, aprecio a obra de Jorge Amado, em especial, o livro Amor de Soldado. Atuo também como voluntária na Igreja de nossa Senhora de Fátima em João Pessoa, arrecadando livros e roupas para pessoas carentes, trabalho que me realiza como pessoa e cristã.

 

Quais os aspectos que a motivaram a participar de um concurso de miss? Foi a primeira vez? Em caso negativo, de qual concurso participou?

 

Sempre foi meu sonho representar a beleza da mulher do meu Estado e do meu País. Mas a participação no concurso Miss Brasil 2007 me pegou de surpresa. Fui convidada para representar a Faculdade UNIPÊ, pelo Curso de Direito. Foi a primeira vez que participei de um concurso de miss. Mas é um sonho participar de um evento tão grandioso, que representa a beleza da mulher brasileira, de Norte a Sul do país. E darei o máximo para representar o meu país no Miss Universo.

 

Vivemos num país repleto de contrastes físicos, sociais e econômicos. Como você vê a situação do Brasil hoje e no futuro?

 

O Brasil é um país de dimensão continental. Dentro de seus 26 Estados e Distrito Federal, existem diversidades culturais, belezas naturais, um litoral maravilhoso, que o engrandecem como país. No entanto, os contrastes sociais e econômicos são grandes, onde podemos perceber as desigualdades sociais presentes em nosso dia-a-dia. Sempre procurei conscientizar-me sobre os problemas que afligem nosso país. O Brasil precisa melhorar muito nas questões de saúde pública, saneamento básico, educação, segurança, distribuir melhor a sua renda, enfim melhorar as condições de vida do povo brasileiro. Não podemos esquecer dos nossos idosos, que representam a experiência de vida, a sabedoria, o ombro amigo. A eles, nossa dedicação e cuidados, pois nesta fase da vida é do que mais precisam. Para nossas crianças e jovens, vejo um Brasil com deficiência na educação, sem perspectivas reais e concretas para os de classe menos favorecidas, que não conseguem realizar seus sonhos. Como proposta para o futuro, o Brasil deveria repensar suas condutas e posturas sobre o meio ambiente, o problema da escassez da água para o consumo humano, o desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica, as variações climáticas no Brasil. É preciso entender que o homem está alterando o meio ambiente não é de agora, mas os jovens de hoje e de amanhã é que sofrerão as conseqüências de um desenvolvimento desmedido.     

Sem deixar de considerar a importância da busca pela paz, qual o aspecto que você considera mais preocupante atualmente no plano internacional? Por quê?

 

A insensatez bélica dos países desenvolvidos, na ganância de invadir países menos desenvolvidos,  sob o falso argumento de combate ao terrorismo, escondendo os interesses econômicos por trás dessas invasões. Me preocupa o desrespeito à soberania desses países invadidos e os direitos humanos da população envolvida. Se, ao invés de armas, o dinheiro do armamento fosse usado na produção de alimentos para acabar com a fome no mundo, na descoberta de cura para doenças como a AIDS, na utilização da biotecnologia para o desenvolvimento de energia que não prejudicasse o meio ambiente, como o biodiesel e a energia eólica, teríamos um mundo muito melhor?  

 

A condição da mulher mudou muito nas últimas décadas. Como você vê a mulher no Brasil hoje?

 

A luta da mulher para se firmar no campo pessoal, profissional e afetivo foi demorada. Com a Constituição Federal de 1988, entretanto, estabeleceu-se o marco para o fim da discriminação contra a mulher, passando a mesma a ter os mesmos direitos e obrigações do homem. Não é de hoje que a mulher enfrenta uma tripla jornada. Além de mãe e esposa, a mulher saiu à luta para trabalhar e hoje enfrenta as oportunidades que surgem de igual para igual com o homem. Ainda existem discriminações, mas a mulher brasileira vem se destacando e mostrando a sua competência a cada dia. Já temos uma predominância de mulheres aprovadas em concursos públicos. No esporte, a mulher brasileira se destaca nas mais variadas modalidades. Temos muitas mulheres parlamentares. Já tivemos uma candidata à Presidência da República. Chegar ao poder será uma questão de tempo. 

 

Você acredita que os concursos de beleza possam voltar a despertar o interesse do passado? Justifique sua resposta.

 

Sim, acredito. A beleza da mulher brasileira sempre foi um diferencial em relação a outros países. No passado, tivemos várias Misses que representaram o Brasil, tornando-o conhecido internacionalmente, sendo até hoje nossos ícones da beleza. O interesse na beleza da mulher volta com força total, pois hoje vivenciamos o culto da beleza estética e corporal, aliada à cultura, cidadania e importância do trabalho social que desenvolve uma Miss, por onde passa.  

 

Quais as características que uma Miss Brasil deve ter?

 

Além da beleza e simpatia, a Miss Brasil deve ser carismática, alegre, culta, comunicativa, inteligente, desinibida e ter atitude como mulher e cidadã. Não basta o aspecto externo, é preciso ter empatia com as pessoas, saber ouvir, dar atenção, ter bom senso, sempre consciente de suas atitudes para bem representar o Brasil. Ser  Miss em um país com tanta violência, corrupção e desigualdades sociais é antes de tudo valorizar o outro, sem egoísmo e ostentação.

 

Qual a ex-Miss Brasil da sua preferência? Por quê?

 

Gosto muito da Miss Brasil de 1989, a cearense Flávia Cavalcante Rebello, que foi para o Miss Universo e ganhou o prêmio como melhor traje típico. Nordestina como eu, a escolhi por representar a força, a garra e a simpatia da mulher nordestina. Está na hora de outra nordestina ser a vencedora do Miss Brasil, e quiçá quero ser a primeira paraibana a receber o título, e lutar pelo título no Miss Universo 2007.

No concurso Miss Brasil, quais os atributos que podem fazer você se destacar das outras candidatas e contribuírem para chegar ao título?

 

Tenho alguns trunfos que serão revelados no dia do evento. Mas me preparei muito de corpo e alma para o concurso de Miss Brasil. Tenho viajado para outros Estados, conhecido a diversidade cultural do Brasil e colaborado em eventos correlatos. Hoje me sinto segura diante dos desafios, mostrar a beleza da mulher paraibana e sendo escolhida para representar o meu país, da mulher brasileira no Miss Universo.   

 

Como você  está se preparando para o Miss Brasil?

 

Após a coroação por meu Estado, não parei mais. Além de inúmeros convites para eventos, fotos, entrevistas, gravações, ainda tenho o desafio maior que é o Miss Brasil. Recebo o apoio de alguns empresários e da população da minha cidade. Por onde passo atraio a atenção das pessoas. Isto é ótimo para desmistificar a idéia de que uma Miss é um ser intocável, que vive em uma redoma e não participa do cotidiano das pessoas. Em todas as ocasiões procuro esclarecer a importância de ser Miss, como é representar meu Estado ou o Brasil, como ser consciente dos problemas sociais e colaborar para que sejam atenuados. Tenho estudado muito sobre conhecimentos gerais, voltei a aperfeiçoar o Inglês e Espanhol. Freqüentei fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista, cuidando da parte estética, além de manter os exercícios físicos. Minha família e meus amigos têm sido fundamentais. Agradeço a Deus, em especial o apoio dos pais, meus irmãos, familiares, amigos e ao coordenador do Miss Paraíba 2007.

 

Como você se vê daqui a dez anos?

 

Uma mulher realizada profissional e afetivamente. Sei que o glamour e a fama que podem trazer a uma miss é passageiro, mas ficará eternamente em nossas mentes. Daqui a 10 anos sonho continuar atuando na área artística ou, quem sabe, ser uma profissional do Direito (juíza, promotora, delegada). O que puder conciliar será ótimo. Pretendo casar, ter filhos e continuar atuando na área social, no voluntariado, cujo trabalho já realizo. E daqui a 10 anos poder lembrar que fui a primeira paraibana a ser Miss Brasil.   

 

Há algum outro aspecto que você gostaria de comentar?

 

Em tempos de aumento da violência doméstica, gostaria de destacar a nordestina Maria da Penha Maia, que ficou paraplégica, após sofrer tentativa de homicídio de seu ex-marido. Por sua luta e dedicação na realização da justiça, virou nome de lei que reprime a violência doméstica (Lei Maria da Penha), e é um exemplo para todas as mulheres, em busca da justiça e dignidade humana.

 

Agradecemos a Roberta Guerra pela entrevista e desejamos-lhe muito sucesso!